vida de cão.

morte de quê?

Arquivo para Janeiro, 2008

Inércia.

Com pulsão.
Sem pulsão.
Com dor
ou ilusão.

Com pulsão,
impulsão,
propulsão
ou ilusão.

Com pulsão
compulsiva
inativa.

Compulsão,
com pulsão,
à inércia.

Sugestão.

Quando se está morrendo só temos uma coisa para se queixar: viver infeliz.
Pense nisso.

Quando você aprende a morrer, você aprende a viver.
Pense nisso.

A coisa mais importante na vida é aprender como dar amor, e como deixá-lo entrar.
Pense nisso.

Às vezes você não consegue acreditar no que vê, precisa acreditar no que sente. E se você quer que outras pessoas confiem em você, você deve sentir que pode confiar nelas – mesmo que você esteja no escuro. Mesmo que você esteja caindo.
Pense nisso.

Nós precisamos amar uns aos outros, ou morremos. É muito simples.
Pense nisso.

Quando somos crianças, precisamos dos outros para sobreviver. Quando estamos morrendo, precisamos dos outros para sobreviver. Mas eis um segredo: nesse meio tempo (entre a infância e a morte) precisamos dos outros ainda mais.
Pense nisso.

Outro dia, lendo A Última Grande Lição, de Mitch Albom, deparei-me com essas falas de Morrie Schwartz (interpretado na TV – não existe DVD em português – por Jack Lemmon, seu útimo filme), ex-professor de Albom na universidade, com quem comprometera-se a nunca perder contato. Depois de 16 anos sem se encontrarem, caçando canais na TV, Mitch vê Morrie dando entrevista em um programa, falando da sua doença degenerativa e irreversível (Esclerose Lateral Amiotrófica – ELA).

Mitch lembra-se da promessa e decide visitar Morrie e durante 10 terças-feiras eles conversam sobre a vida e a morte. Principalmente sobre como viver.

Leiam este livro.

P.S.: As falas traduzi do filme, não tenho mais o livro comigo. Dei para uma pessoa muito, muito especial. Alguém com quem tenho potencializado a lição de “A coisa mais importante na vida é aprender como dar amor, e como deixá-lo entrar“.

Formigas.

É gigante, aqui fora.
É gigantemente lindo.
É gigantesco.
Tudo.

É perigoso, aqui fora.
É perigosamente lindo.
É perigosíssimo.
Tudo.

Mas é de uma leveza.
Mas é de uma beleza.
Tudo.

E é de verdade.
Até a morte.
Até.

Correndo pela casa.

Cada cômodo que entro,
cada chinelo que encontro,
cada brinquedo que mordo,
cada intruso que abordo.

Cada pessoa que vejo,
cada canto que cheiro,
cada prato que como,
cada sonho que sonho.

Tudo que vejo,
tudo que cheiro,
tudo que como,
tudo que sonho.

Tudo em que entro,
tudo o que encontro,
tudo o que mordo,
tudo que abordo.

Cada um de tudo que.
Nada parece meu.
Talvez porquê nada seja.

Verbos.

Nascer.
Crescer.
Estudar.
Trabalhar.

Receber.
Comprar
Pagar.
Dever.

Negociar.
Implorar.
Desistir.

Sofrer.
Chorar.
Morrer.

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