vida de cão.

morte de quê?

Correndo pela casa.

Cada cômodo que entro,
cada chinelo que encontro,
cada brinquedo que mordo,
cada intruso que abordo.

Cada pessoa que vejo,
cada canto que cheiro,
cada prato que como,
cada sonho que sonho.

Tudo que vejo,
tudo que cheiro,
tudo que como,
tudo que sonho.

Tudo em que entro,
tudo o que encontro,
tudo o que mordo,
tudo que abordo.

Cada um de tudo que.
Nada parece meu.
Talvez porquê nada seja.

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