vida de cão.

morte de quê?

Arquivo para Março, 2008

Pingüim de casaco de lã.

Quem já assistiu ao documentário Marcha dos Pingüins viu que uma imagem que circula pela www é real. Nessa imagem desenrola-se um diálogo mais ou menos assim:

- Você sabia que os pingüins, quando encontram sua parceira, ficam juntos pelo resto da vida?
(silêncio…)
- Quer ser meu pingüim?

Esse é um dos diálogos mais singelos e mais lindos que já vi.

Talvez por ser pisciano, com tudo à flor da pele.
Talvez por acreditar no amor eterno, apesar dos pesares.
Talvez por, simplesmente, achar que podemos ser pingüins.

Entretanto, sentindo-me como tal, procurei imagens na internet que mostrassem pingüins tristes. E achei uma espetacular, que segue:

Ao ver esta foto (que é de um bicho de pelúcia, claro), minha pseudo-psicóloga (que é psicóloga) fez o seguinte comentário: “eu nunca vi pingüim de casaco”.

Esse é o real objetivo da coisa. Ver o que não se vê. Afinal, algum filósofo já disse que o essencial não está no que se vê.
Portanto, gostaria de esclarecer o que me fez ser um pingüim de casaco de lã.

Lá fora a neve. Há neve. E eu aqui, nesse lugar inóspito, sem saber se posso sair para (re)encontrar minha pingüim, ou que acredito ou gostaria que seja.
Portanto, preso aqui, nada mais posso fazer, a não ser tentar me aquecer e esperar o calor do momento passar, quebrar a janela ou o aquecedor e deixar tudo frio e lindo, branco e puro como a neve lá de fora.
Enquanto isso me martirizo buscando um meio para quebrar a janela ou o aquecedor de uma vez por todas, imaginando se ela gostaria de tentar ser minha pingüinzinha.

Nós, os sonhos.

Sonhemos sonhos.
Sejamos sonhos.
Realizemos sonhos.
Vivamos sonhos.

Sonhemos nós.
Sejamos nós.
Realizemo-nos nós.
Vivamos nós.

Sonhemos sonhos de nós.
Sejamos sonhos de nós.
Realizemos sonhos de nós.
Vivamos sonhos de nós.

Para que possamos
Sonhar nossos sonhos,
ser nossos sonhos,
realizar nossos sonhos
e vivê-los.

Chão de nuvens.

Onde ando?
No ar rarefeito ou na poluição segura?
No amor platônico ou na paixão do homem?

Onde durmo?
Na ilusão palpável ou na realidade torpe?
No mundo ou na fábula?

Onde piso?
No chão macio ou em nuvens sólidas?
Na vida ou nos sonhos?

Aonde vou?

Ode a ela.

Só te vejo.
Entre possibilidades mil
de cor, de brilho, de aroma,
tu despontas à frente.

Mais singela, mais pura e mais bela.
Incomparável, inconfundível, imutável.

Rara? Se não, é como vejo.
Linda? Indiscutível.
Perfeita? Não me importa.
Delicada? Veja as pétalas.