vida de cão.

morte de quê?

Arquivo para Maio, 2008

The Pogues – I love you ’till the end.

I just want to see you,
when you’re all alone.
I just want to catch you if I can.

I just want to be there
when the morning light explodes;
On your face, it radiates.
I can’t escape,
I love you ’till the end.

I just want to tell you nothing
you don’t want to hear.
All I want is for you to say:
“Why don’t you just take me
Where I’ve never been before?
I know you want to hear me
catch my breath.
I love you ’till the end”.

I just want to be there
when we’re caught in the rain.
I just want to see you laugh not cry.

I just want to feel you
when the night puts on its cloak.

I’m lost for words, don’t tell me,
’cause all I can say…
I love you ’till the end.

Para baixar: ILoveUTillTheEnd.mp3

Sem razão.

Não sei o que estou fazendo aqui, agora.
Não tenho sobre o que escrever, mas o que me trouxe foi um sentimento puro e sincero.

O amor, que está sendo alimentado pela cumplicidade e, em muito, pela saudade me faz querer pôr pra fora coisas que nem eu mesmo sei o que são. Simplesmente exteriorizar palavras a esmo que, talvez, não farão sentido para ninguém que as lerem. Mas a mim fazem; e muito.

A parte mais difícil da saudade é a espera.
A espera por uma chamada no telefone, por uma mensagem no celular, por um e-mail qualquer.
A espera para ouvir a voz de quem se ama, ler uma ou duas linhas, ou mais, dizendo que a saudade que estamos sentindo não é de um lado só.

Essas esperas a gente tira de letra.
Mas tem uma maior, que é a que mais dói e contra a qual a gente mais luta: a espera pelo reencontro.

Esta espera, em especial, faz com que a gente se prenda ao que temos no coração e ao que passionalmente racionalizamos. Não se assuste, a passionalidade racionalizada, neste caso, é mais racional que qualquer outra coisa. Pode, na verdade, até ser o contrário. Podemos estar “passionalizando” o racional.

É a profusão dessa confusão que nos dá a certeza do que sentimos.
É a profusão dessa confusão que nos faz sentir que o amor existe, mesmo que à distância.
É a profusão dessa confusão que nos faz ter a certeza de que podemos, muito bem, seguir em frente apesar dos receios, impelidos pelo desejo de que tudo fique bem.

Nada demora tanto que não valha a pena lutar.
Embora digam que “quem espera sempre alcança”, devemos ter em mente que mesmo que o mundo dê voltas e mais voltas, não adianta ficar esperando. Temos de agir e fazer as coisas acontecerem.
“Quem espera sempre cansa”, dizem os incrédulos. A verdade é que quem sempre espera, cansa.

Portanto, não vou esperar por nada.
Não vou esperar por uma chamada no telefone, por uma mensagem no celular ou por um e-mail qualquer.
Vou ligar e escrever.
Vou falar da minha saudade, para que saiba que a saudade que ela está sentindo não é de um lado só.
E, quem sabe, uma chamada no telefone, uma mensagem no celular ou um e-mail qualquer me surpreenda numa manhã, tarde, noite ou madrugada fria de uma segunda, terça, quarta, quinta, sexta-feira ou de um sábado ou de um domingo domingo.

Mínimo.

Qual o valor das pequenas coisas?

Qual o valor de uma pétala de rosa,
de um elo da corrente,
de uma pedra do anel,
do brilho de um olhar?

Qual o valor das suas palavras,
se elas não são acompanhadas de atitudes?
Qual o valor das suas ações,
se elas não são acompanhadas de sinceridade?

Por que, então, atemo-nos a admirar a rosa e não uma de suas pétalas?
Afinal, se uma delas não está lá, ela, a rosa, não está completa.
Por que, então, atemo-nos a observar a corrente e não um de seus elos?
Afinal, se um deles não está firme, ela, a corrente, não está segura.
Por que, então, atemo-nos a valorizar o anel e não uma de suas pedras?
Afinal, se uma delas não está lá, ele, o anel, não é mais o mesmo.

Por que admiramos um olhar e não seu brilho?

Por que, então, atemo-nos a fazer o máximo e esquecemos do mínimo?
Talvez porque estamos sempre ocupados pensando no depois, que, sem o agora, não faz muito sentido.
Talvez porque estamos sempre achando que o máximo vale mais.
Mas ele não vale quase nada, se comparado com o mínimo.

O que buscamos, o que seguimos.

Cada dia que passa temos mais certeza de que somos movidos por sonhos.
Esses sonhos são nossos motores. Seja profissional, fraternal ou amoroso.
Nossos motores rodam com engrenagens que, nem sempre, estão bem lubrificadas,
mas nossa determinação para “chegar lá” faz com que elas tornem-se harmônicas.

Eu tenho sonhos e os busco. Eu tenho garra o suficiente para realizá-los.
Eu luto por eles até o final, até suas realizações, até poder vivê-los.
Porém, há uma coisa que não se pode fazer: relaxar.
Os melhores motores são os incompletos; os que, a cada dia, fazemos um ajuste.

Eu tenho sonhos que não realizei, embora os viva.
Porque completar um ciclo de um sonho não nos faz completos.
Eu os alimento. Eu os aumento. Eu os faço maiores cada vez que chego mais perto do final.
É assim que sigo minha vida.

O pingüim tirou o casaco de lã e está de volta ao gelo.
O pingüim está feliz, mas isso não basta. Ele quer mais.
Porque o sonho que não se realiza fica maior, mais gostoso, mais intenso.
Porque meu motor ainda tem muito a ser ajustado.

Se a completude que sinto hoje desse-me por satisfeito, não teria razões pra seguir em frente.
Portanto, mesmo que já tenha chegado onde queria, não é mais aqui que quero estar.
Eu quero mais. Eu não quero que meu sonho se realize e só.
Eu o aumento, busco e renovo.

Faça como eu: lute até o fim, mas não deixe que o fim chegue.
Tenha fé, tenha garra e determinação.
Nenhum sonho é grande demais pra ser alcançado.
E o mais importante: não saiba seus porquês, ou estará fadado ao fracasso.