vida de cão.
morte de quê?Arquivo para Maio 25, 2008
Mínimo.
Qual o valor das pequenas coisas?
Qual o valor de uma pétala de rosa,
de um elo da corrente,
de uma pedra do anel,
do brilho de um olhar?
Qual o valor das suas palavras,
se elas não são acompanhadas de atitudes?
Qual o valor das suas ações,
se elas não são acompanhadas de sinceridade?
Por que, então, atemo-nos a admirar a rosa e não uma de suas pétalas?
Afinal, se uma delas não está lá, ela, a rosa, não está completa.
Por que, então, atemo-nos a observar a corrente e não um de seus elos?
Afinal, se um deles não está firme, ela, a corrente, não está segura.
Por que, então, atemo-nos a valorizar o anel e não uma de suas pedras?
Afinal, se uma delas não está lá, ele, o anel, não é mais o mesmo.
Por que admiramos um olhar e não seu brilho?
Por que, então, atemo-nos a fazer o máximo e esquecemos do mínimo?
Talvez porque estamos sempre ocupados pensando no depois, que, sem o agora, não faz muito sentido.
Talvez porque estamos sempre achando que o máximo vale mais.
Mas ele não vale quase nada, se comparado com o mínimo.