Nunca, em toda a minha vida, nos caminhos e caminhadas que fiz e que segui, me senti tão ao lado de alguém como ao seu; quando me apareceu, de repente, meio que do nada – ou do tudo –, numa mistura de força bruta e de doce encanto.
Eu, querendo aparecer, fazendo piada com tudo, agindo como um néscio, abri minhas portas e te convidei pra uma carona; um passeio por onde fosse. E você ria, porque não acreditava.
Mas eu estava além. Via o que queria e como queria; vendo amor em tudo. Abri-me a ponto de sentir dó das flores pelas quais passava, porque não as via, pois já sabia de qual jardim queria cuidar. E assim, como quem não quer nada, quando você já estava ao meu lado, fechei as portas e te seqüestrei.
E hoje eu sei que não sou mais aquele jardineiro esquisito. Sou, talvez, um piloto espaçonauta de uma espaçonave vagando pelo espaço; e você minha navegadora, que nos guia entre astronautas, anjos e estrelas, em direção à Lua, que dançam e nos chamam para voar.
E hoje eu sei que não sou mais aquele espaçonauta esquisito. Sou, talvez, um sonho; que, saindo do meu, entro no seu coração. Embora você não esteja dormindo, eu te hipnotizo e te levo à ficção, ao desejo de conhecer o Sol, lançando a pergunta: “por quê não? Eu te levo lá”.
Louco? Pode, quem quiser, pensar isso de mim. Pois eu te amo; mergulho no lago puro dos teus olhos; lanço-me no oceano infinito do teu beijo; fico desarmado, e deles, chego ao teu coração, como um explorador mambembe.
Na verdade nunca imaginei que pudesse passar por isso, abrindo mão do supérfluo, do egoísmo, de certas meninices, para poder estender a mão a alguém dizendo: “Vem, vamos embora, vem voar até a Lua ou o Sol. Voar por cima dos telhados, como deuses; com asas nas pés”.
Enquanto isso, de longe, muito longe, escutamos os brados, aclamando-nos loucos, por termos reinventado o amor; da multidão entre prazer e inveja, com sorrisos, brilhando e brincando. E nós, quem somos? Sei lá. Somos tontos, santos ou uma cantiga de ninar.
Agora eu sei que não sou mais aquele jardineiro esquisito; aquele espaçonauta esquisito; aquele sonho, explorador. Sou um louco, talvez. Esquece isso; me abraça e vem comigo. Me beija e vamos voar. Sem dor. Só voar.
Me ama como eu sou. Esquece outros amores e vamos fugir numa corrida louca, buscar o que já temos. “Voar, enfim, voar”.
Que lindo !!!!!!!!
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(agora entendo o pouco movimento no blog!rs)