vida de cão.
morte de quê?Arquivo paraação
Doces.
Pensar em nada, vivendo cada segundo como se fosse o primeiro e único. Assim cada minuto será, então, 60 surpresas.
Um beijo envergonhado, um vaso de tulipas, uma conversa despretensiosa, umas gargalhadas aqui e ali, uma caminhadela de mãos dadas no parque, um “tapa” seguido de um beijo; um vinho do porto acompanhado de chocolate amargo. Tudo com a trilha sonora perfeita para dois amantes, seja na caixa de som do computador ou nos autofalantes do coração.
Comprometi-me a viver assim. A mesma pergunta feita a cada dia, recebendo a mesma resposta e ficando tão feliz, ou mais, quanto da primeira vez que se ouviu o primeiro “sim”.
Não, isso não é estranho. Mas uma atitude para viver cada dia como o melhor de nossas vidas.
Quando tomei essa decisão? Há muito. Quando tomei a atitude? Ao perceber que a cada segundo que passa a gente vai perdendo oportunidades preciosas. É aquela história: viver cada dia como se fosse o último de nossas vidas. Pois é fui além.
Porque os doces momentos da vida estão acontecendo o tempo todo.
Mas os cafés que o dia-a-dia nos serve, deixando-nos estressados, fazem com que não percebamos o doce mel que nos segundos há.
Sem razão.
Não sei o que estou fazendo aqui, agora.
Não tenho sobre o que escrever, mas o que me trouxe foi um sentimento puro e sincero.
O amor, que está sendo alimentado pela cumplicidade e, em muito, pela saudade me faz querer pôr pra fora coisas que nem eu mesmo sei o que são. Simplesmente exteriorizar palavras a esmo que, talvez, não farão sentido para ninguém que as lerem. Mas a mim fazem; e muito.
A parte mais difícil da saudade é a espera.
A espera por uma chamada no telefone, por uma mensagem no celular, por um e-mail qualquer.
A espera para ouvir a voz de quem se ama, ler uma ou duas linhas, ou mais, dizendo que a saudade que estamos sentindo não é de um lado só.
Essas esperas a gente tira de letra.
Mas tem uma maior, que é a que mais dói e contra a qual a gente mais luta: a espera pelo reencontro.
Esta espera, em especial, faz com que a gente se prenda ao que temos no coração e ao que passionalmente racionalizamos. Não se assuste, a passionalidade racionalizada, neste caso, é mais racional que qualquer outra coisa. Pode, na verdade, até ser o contrário. Podemos estar “passionalizando” o racional.
É a profusão dessa confusão que nos dá a certeza do que sentimos.
É a profusão dessa confusão que nos faz sentir que o amor existe, mesmo que à distância.
É a profusão dessa confusão que nos faz ter a certeza de que podemos, muito bem, seguir em frente apesar dos receios, impelidos pelo desejo de que tudo fique bem.
Nada demora tanto que não valha a pena lutar.
Embora digam que “quem espera sempre alcança”, devemos ter em mente que mesmo que o mundo dê voltas e mais voltas, não adianta ficar esperando. Temos de agir e fazer as coisas acontecerem.
“Quem espera sempre cansa”, dizem os incrédulos. A verdade é que quem sempre espera, cansa.
Portanto, não vou esperar por nada.
Não vou esperar por uma chamada no telefone, por uma mensagem no celular ou por um e-mail qualquer.
Vou ligar e escrever.
Vou falar da minha saudade, para que saiba que a saudade que ela está sentindo não é de um lado só.
E, quem sabe, uma chamada no telefone, uma mensagem no celular ou um e-mail qualquer me surpreenda numa manhã, tarde, noite ou madrugada fria de uma segunda, terça, quarta, quinta, sexta-feira ou de um sábado ou de um domingo domingo.