vida de cão.

morte de quê?

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O motor do mundo.

Quanto mais vivemos ou sobrevivmemos percebemos que as coisas mudam.
As sombras dos prédios mudam de lugar durante o ano. Os ventos mudam, a força das ondas, a maré sobe e desce umas quatro vezes por dia, as luzes da cidade mudam e mudam, até, as paisagens das cidades que não tinham luz. Isso a gente percebe.

O que gente não percebe, ou custa a perceber, é o quanto mudamos em certas situações.
Nossas atitudes, ações, comentários, posições, argumentos, palavras, gestos, atenções. Tudo isso passa desapercebido durante alguns meses, talvez anos.

O fato é que o motor do mundo funciona com esse combustível misterioso, que se chama amor… o amor gratuito, puro e verdadeiro. O amor pela vida. E é ele quem nos faz mudar. Que venha de fora pra dentro. Nós somos o tanque desse combustível, basta mandar pro motor e tudo fica bem.

O mais importante é não temer.
Sem desespero ou sofrimento, temos de lembrar que tudo passa, até uva passa.

E se é pra lembrar de alguma coisa, lembremos que tudo tem seu lado positivo.

Correndo pela casa.

Cada cômodo que entro,
cada chinelo que encontro,
cada brinquedo que mordo,
cada intruso que abordo.

Cada pessoa que vejo,
cada canto que cheiro,
cada prato que como,
cada sonho que sonho.

Tudo que vejo,
tudo que cheiro,
tudo que como,
tudo que sonho.

Tudo em que entro,
tudo o que encontro,
tudo o que mordo,
tudo que abordo.

Cada um de tudo que.
Nada parece meu.
Talvez porquê nada seja.

Fugindo.

Eu sou como um pit bull.
Mais temido que perigoso.
O que mais quero é brincar.
Mas não me deixam.

Com a vida a gente percebe.
Não é por querer,
mas o tempo nos persegue.
Para quê?

Tanto faz saber ou não.
Tanfo faz. Deixa pra lá.
As coisas se ajeitam.

E o que vem de lá pra cá?
Tanto faz. Deixa que venham.
Que sejamos adultos, então.