vida de cão.

morte de quê?

Arquivo paradesejo

Confusão.

Estou sentado na sua varanda,
sorrindo e chorando,
sofrendo e cantando,
refletindo e imaginando.

Estou deitado em sua cama,
dormindo e virando,
sonhando e acordando,
refletindo e imaginand.

Estou aqui, na sua frente.
Esperando que um anjo te desperte
e te faça me ver.

Estou jogado aos seus pés.
Esperando que o amor te empurre
e te faça cair sobre mim.

Sonho.

Outro dia, numa tarde, eu estava deitado no chão gelado, no batente de granito à porta de casa, olhando as plantas que faziam movimentos engraçados, comandados pelo ventinho frio que trazia a chuva que ia cair à noite. Até tive vontade de ir lá, brincar com a palmeira, mas deixei pra lá e fechei os olhos.

Tinha visitas em casa. Estavam na varanda, todas rindo, comentando sobre quem se graduou, quem tomou calote, quem está doente e isso e aquilo que visitas de família sempre fazem. De vez em quando vinha uma gargalhada. Eu saía do meu cochilinho gostoso, levantava a cabeça e ficava irritado. Cada vez que isso acontecia, pensava que aquelas pessoas eram infelizes e lembrava-me do filet ao molho madeira com purê de batatas que estou preparando.

Quando pensei no filet, até ronquei. Nossa, que soninho bom. Vou te contar, viu!? Melhor ainda era o sonho.

Sonhei que viajava pelo mundo. Que corria pela praia sem ondas do Mar do Caribe, que rolava na areia como uma criança ou um jovem apaixonado. Até brincava com peixes! Tudo era lindo. Tudo era maravilhoso. É como dizem: quem nunca comeu melado, quando come, se lambuza.

Naquele sonho eu realizei outro: comi o filet. Minha Nossa Lessie do Perpétuo Socorro! O que era aquilo?! Foi como andar nas nuvens.

Aí, a campainha tocou e eu acordei.