vida de cão.
morte de quê?Arquivo parajustificativa
Formigas.
É gigante, aqui fora.
É gigantemente lindo.
É gigantesco.
Tudo.
É perigoso, aqui fora.
É perigosamente lindo.
É perigosíssimo.
Tudo.
Mas é de uma leveza.
Mas é de uma beleza.
Tudo.
E é de verdade.
Até a morte.
Até.
Eu não tenho textos.
Eu não tenho textos.
Sou de imagens,
mas escrevo.
Como uma criança que brinca,
tentando fugir de qualquer coisa.
Nem que seja da imposição da escola
ou de um vaso quebrado sem querer.
Eu não tenho textos.
Sou de imagens,
mas escrevo.
Como o fugitivo de uma prisão,
que tenta quebrar as correntes
que o prendem ao chão,
que sempre não é onde precisa pisar.
Eu não tenho textos.
Sou de imagens,
mas escrevo.
Seja com cores, retas ou curvas.
Passo-a-passo, letra-a-letra, dia-a-dia.