vida de cão.
morte de quê?Arquivo parasonhos
O que buscamos, o que seguimos.
Cada dia que passa temos mais certeza de que somos movidos por sonhos.
Esses sonhos são nossos motores. Seja profissional, fraternal ou amoroso.
Nossos motores rodam com engrenagens que, nem sempre, estão bem lubrificadas,
mas nossa determinação para “chegar lá” faz com que elas tornem-se harmônicas.
Eu tenho sonhos e os busco. Eu tenho garra o suficiente para realizá-los.
Eu luto por eles até o final, até suas realizações, até poder vivê-los.
Porém, há uma coisa que não se pode fazer: relaxar.
Os melhores motores são os incompletos; os que, a cada dia, fazemos um ajuste.
Eu tenho sonhos que não realizei, embora os viva.
Porque completar um ciclo de um sonho não nos faz completos.
Eu os alimento. Eu os aumento. Eu os faço maiores cada vez que chego mais perto do final.
É assim que sigo minha vida.
O pingüim tirou o casaco de lã e está de volta ao gelo.
O pingüim está feliz, mas isso não basta. Ele quer mais.
Porque o sonho que não se realiza fica maior, mais gostoso, mais intenso.
Porque meu motor ainda tem muito a ser ajustado.
Se a completude que sinto hoje desse-me por satisfeito, não teria razões pra seguir em frente.
Portanto, mesmo que já tenha chegado onde queria, não é mais aqui que quero estar.
Eu quero mais. Eu não quero que meu sonho se realize e só.
Eu o aumento, busco e renovo.
Faça como eu: lute até o fim, mas não deixe que o fim chegue.
Tenha fé, tenha garra e determinação.
Nenhum sonho é grande demais pra ser alcançado.
E o mais importante: não saiba seus porquês, ou estará fadado ao fracasso.
Chão de nuvens.
Onde ando?
No ar rarefeito ou na poluição segura?
No amor platônico ou na paixão do homem?
Onde durmo?
Na ilusão palpável ou na realidade torpe?
No mundo ou na fábula?
Onde piso?
No chão macio ou em nuvens sólidas?
Na vida ou nos sonhos?
Aonde vou?